Eixos e Setores Temáticos

Núcleo de Estudos em Espaço e Representações

O VII NEER encontra-se estruturado em quatro grandes eixos e nove setores temáticos, cujas ementas são as seguintes:

EIXO – ANÁLISE E CRIAÇÃO DE LINGUAGENS

 SETOR 1:  REPRESENTAÇÕES DO ESPAÇO E ENSINO.

O grupo tem por finalidade debater criticamente as apresentações relativas a métodos e práticas de ensino de Geografia na perspectiva cultural, no âmbito da educação formal e não formal, abarcando as esferas do público e do privado. Situa, ainda, as relações complexas e conflituosas entre a Escola e a Universidade, ou seja, propõe-se a avaliar os encontros e desencontros decorrentes das trocas estabelecidas historicamente entre Geografia Escolar e Geografia Universitária, contemplando a um só tempo teoria e prática em pesquisa educacional, saber escolar e saber acadêmico, e as espacialidades e territorialidades delas advindas.

SETOR 2 : LINGUAGENS, IMAGENS E RITMOS. 

Representações do espaço como sistemas de comunicação; articulações locais (comunitárias), meios de intercâmbio e formas mundialização das linguagens não verbais; imagens internas e externas do cotidiano dos grupos sociais; ritmos da cultura nos rituais (cívicos e religiosos), nas festas populares e nos espetáculos contemporâneos; a interação urbana e política com o práticas do turismo, da conservação patrimonial e dos processos educativos; o peso mediático da representações contemporâneas (jornalismo, publicidade, práticas ambientalistas); experiências geográficas diferenciadas no tratamento das linguagens e das artes.

 EIXO – ESCOLHAS EXISTENCIAIS

 SETOR 3 MUNDOS DA RELIGIÃO E RELIGIÕES NO MUNDO.

Este setor objetiva apresentações e debates sobre os mundos conformados pela religião, espacialidades e territorialidades religiosas e teoria e método em Geografia da Religião. Mais que um tema no âmbito da Geografia Cultural os desafios das abordagens compreensivas em Geografia da Religião apontam para um crescente questionamento relativo ao status dessa subdisciplina e sua capacidade crítica e explicativa.

SETOR 4 CORPO, GÊNERO E SEXUALIDADES.

Este setor de trabalho tem por objetivo promover o debate e a apresentação de investigações relacionadas com questões onde a corporalidade e a espacialidade sejam elementos agregadores. O conceito de interseccionalidade como elemento constitutivo da investigação critica nas geografias culturais envolvendo gênero, raça e sexualidade, possibilita este Setor de Trabalho pensar multiplicidades de formas de identificação nas sociedades contemporâneas e a produção de representações singulares de espaços sociais/culturais. Trabalhos de diferentes origens teóricas como estudos de gênero, feministas, raciais, pós-coloniais, queers, entre outras, serão bem-vindos ao grupo que, por meio do debate científico, redefinirá a compreensão sobre territórios e lugares na ciência geográfica, assim como a emergência de outras categorias necessárias a tais estudos.

 EIXO – IDENTIDADES TERRITORIAIS

 SETOR 5 POPULAÇÕES TRADICIONAIS

O objetivo deste setor é compartilhar estudos e projetos que detenham como tema identidades territoriais em sua diversidade cultural. Partiremos de narrativas obtidas em campo, através de registros orais, observações e pesquisas documentais desenvolvidas junto a comunidades rurais, quilombolas, indígenas, ribeirinhos e assentamentos da reforma agrária, dentre outros grupos sociais, visando à análise e mapeamento dos movimentos e das estratégias de apropriação territorial dessas populações. Propõe-se estimular os diálogos interdisciplinares, fundamentais na abordagem cultural da Geografia, buscando contribuir para recolocar em discussão pressupostos teóricos claramente demarcados no corpo conceitual da Ciência Geográfica, a exemplo de lugar, paisagem e território.

SETOR 6:  A TENSÃO FABRICAÇÃO-AUTENTICIDADE

Geografias que expressam as práticas cotidianas e intencionalidades vivem como numa tensão. Mesmo tendo-se em conta que o mundo, e qualquer lugar, se manifesta por meio de formulações, de ideias e de sentidos, parte dele é vontade e discurso e, outra parte, um vivido impregnado de fortes significações. Fazemos espaço ao mesmo tempo em que o vivemos. Isto é, pertinente a muitas regiões, paisagens e culturas se revelaram construídas por etnias e marcadores identitários que sustentam a sua imagem. E, em muitos casos, são regiões profundamente transformadas. O que é próprio de tais espaços? O que lhe deu origem, ou o que parece negá-lo, metamorfoseá-lo ou redefini-lo? Não seria a própria tensão? Como neste processo se resolvem, ou não, os estranhamentos e as novas carências humanas? Neste ST, busca-se refletir sobre os referenciais ancorados nas experiências das imigrações, regionalismos e tantas outras identidades com vínculos territoriais, em especial as representações e as práticas em torno disso.

 EIXO – TERRITORIALIDADES, REPRESENTAÇÕES, GESTÕES

 SETOR 7 GESTÃO ESPACIAL: HORIZONTALIDADES E/OU VERTICALIDADES?

Possibilidades Dialógicas: As normativas que regulam o processo de gestão estão pautadas, principalmente, em necessidades evocadas pela compreensão acadêmica, técnica e política do planejamento a partir de funções previamente estabelecidas no espaço como, por exemplo, da habitação, da produção econômica, do lazer, da preservação ambiental, etc. Portanto, essas estratégias impõem uma ordem de organização espacial (verticalizada) que não coincide, necessariamente, com a forma que sujeitos moradores e/ou frequentadores realizam com determinado espaço (horizontalizada). Em que espaços e de forma podem ser discutidos os projetos de organização espacial protagonizados pelo poder público e privado, pelos movimentos identitários referenciados pelos sujeitos envolvidos nestes projetos e seus diferentes conflitos territoriais? Este Setor tem como premissa discutir a gestão espacial e suas possibilidades dialógicas. Nesse sentido, o grande desafio é como convergir a discussão do espaço juntamente com os sujeitos que o protagonizam para uma de uma gestão mais participativa.

SETOR 8 REPRESENTAÇÕES DA CIDADE E DO URBANO

Interfaces entre a Geografia Urbana e a Geografia Cultural. Teoria das representações aplicada a estudos de caso em contextos urbanos. Representações e espaços de representação na cidade contemporânea. Práticas socioculturais e suas representações. Representações e modos de comunicação na cidade contemporânea. Representações do urbano e estilos/modos de vida na cidade contemporânea. Escalas de abordagem e espaços de representação na cidade contemporânea.

SETOR 9 SABERES E SABORES

Conhecer e valorizar os sabores e saberes culturais do mundo rural. Identificar elementos simbólicos do mundo rural – os saberes, os sabores e fazeres na cozinha. Saberes do sabor como patrimônios culturais, construídos historicamente, ligados à prática, ritos, símbolos e tradições. Sabores como expressão de geograficidades, solidariedades e convivências. Os sentidos enquanto mediadores da experiência geográfica, permitindo novas alternativas e visões de mundo. Geografia e sabor na compreensão da nossa existência no mundo.

Colóquio Nacional

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