Pensar a trajetória vivida pelo Núcleo de Estudos em Espaço e Representação (NEER) nos remete, inexoravelmente, ao dilema vivido por aqueles pesquisadores da ciência geográfica que não encontravam um eixo definido para expor suas pesquisas que não fosse o da categoria outros. O fixo e o imutável enquanto termos que expressam a interrupção do crescimento, daquilo que se volta sobre si para produzir novas possibilidades, cedem lugar, em algum momento, para as inevitáveis alterações. Esse momento aconteceu em 2002, durante o V Encontro da ANPEGE – Associação Nacional de Pós-Graduação em Geografia, realizado em Florianópolis, centrado no tema: Gestão do território e do ambiente no Brasil: desafios à formação e à pesquisa em Geografia no ensino superior. Nesse evento nós fizemos uma impressionante constatação: 60% dos trabalhos apresentados se encaixavam na categoria outros. Algo estranho estava acontecendo! Fomos atrás e verificamos qual era a proposição de trabalhos da maioria dos pesquisadores e que compunha esse que era tomado como um grupo inclassificável. Basicamente, “nosotros”, os outros, estávamos lidando com abordagens marginais no âmbito da Geografia, quais sejam, as abordagens sociais, culturais e ambientais respaldadas na teoria da complexidade.
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